quinta-feira, 9 de julho de 2015

INSTRUTOR DE CAPOEIRA NÃO PRECISA SER PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA


SISTEMA CONFEF / CREF 23 DE MARÇO DE 2015

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve decisão da 22ª Vara Federal que assegurou a um instrutor de capoeira o direito de exercer sua atividade independentemente de matrícula em curso de nivelamento.

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve decisão da 22ª Vara Federal que assegurou a um instrutor de capoeira o direito de exercer sua atividade independentemente de matrícula em curso de nivelamento.
O Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4) alegava que a atividade em questão compreende as atividades próprias do profissional de educação física, com base no artigo 3º da Lei nº 9.696/98, e que qualquer treinamento na área de desporto deve ser ministrado por este profissional.
Afirmou ainda que a Resolução nº 07/2004 do Conselho Nacional de Educação dispõe que luta e artes marciais compreendem atividades próprias do profissional de educação física, e que, nos termos da Resolução CONFEF Nº 45/02, há necessidade de frequência pelo impetrante a curso de Introdução à Educação Física e Caracterização da Profissão para o exercício profissional.
A desembargadora federal Alda Basto, relatora do acórdão, declarou que a Lei nº 9.696/98 não alcança os instrutores de capoeira, cuja orientação tem por base a transferência de conhecimento tático e técnico da referida luta e cuja atividade não possui relação com a preparação física do atleta profissional ou amador, como tampouco exige que eles sejam inscritos no Conselho Regional de Educação Física.
Dessa forma, qualquer ato infralegal no sentido de exigir a frequência a curso de nivelamento como condição para obter registro no indigitado Conselho Profissional para poder exercer sua atividade profissional padece de ilegalidade”, afirmou a desembargadora.
Ela citou ainda precedentes dos tribunais superiores: “Quanto aos artigos 1º e 3º da Lei nº 9.696/1998, não se verificam as alegadas violações, porquanto não há neles comando normativo que obrigue a inscrição dos professores e mestres de danças, ioga e artes marciais (karatê, judô, tae-kwon-do, kickboxing, jiu-jitsu, capoeira etc) nos Conselhos de Educação Física, porquanto, à luz do que dispõe o art. 3º da Lei n. 9.696/1998, essas atividades não são caracterizadas como próprias dos profissionais de educação física”. (STJ – Resp 1012692/RS).
A desembargadora federal também explicou que o próprio TRF3 já havia decidido caso semelhante: “Os artigos iniciais da Lei nº 9.696/98 preveem quais são as atividades em que persiste a obrigatoriedade de inscrição junto ao Conselho. Equivocado o entendimento no sentido de que todas as atividades que envolvam exercícios práticos corporais devam ser fiscalizadas pelo CREF. Os denominados cursos livres, ou seja, aqueles não submetidos às dizeres da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96), estão fora do âmbito de atuação privativa do profissional de educação física.”. (TRF3 – AC 200961000150920)
Matéria publicada pelo site Âmbito Jurídico


terça-feira, 7 de julho de 2015

COORDENAÇÃO NACIONAL DO III CNUC



A Coordenação Nacional do III CNUC,
Rio de Janeiro, 06 de julho de 2015.

Dias 13,14,15 de agosto de 2015, no Rio de Janeiro,
será realizado o III Congresso Nacional Unitário de Capoeira.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

MESTRE TRAÍRA E MESTRE COBRINHA VERDE



Capoeira: Mestre Traíra e Mestre Cobrinha Verde

Por volta de 1963, o ator de cinema Roberto Batalin produz um disco de capoeira com os mestres Traíra, Gato e Cobrinha Verde. Pouco tempo depois este disco estreia novamente com o título Capoeira da Bahia, mestre Traíra. Uma versão em CD encontra-se facilmente. Para completar estas músicas, que figuram em nossa opinião entre as melhores gravações comerciais de capoeira existentes, publicamos as informações, fotos e texto que encontravam-se na primeira edição, e que não foram retomados nas demais.

A produção

Em 1960, a peça Pagador de promessa, de Dias Gomes, leva um grande e merecido sucesso. O jogo de capoeira nela aparece como um sinal da cultura popular que se opõe ao rigor despido de compaixão da hierarquia católica; os capoeiristas participam da ação dramática. A adaptação da peça para o cinéma ganha a Palma de Ouro em Cannes em maio de 1962. Centenas de milhares de espetadores assistam à cena de jogo de capoeira nos degraus da igreja do Passo, em Salvador, no filme de Anselmo Duarte. Este sucesso oferece uma oportunidade àqueles que apreciam o jogo de capoeira para torna-lo melhor conhecido.
capa 1
Mais ou menos nessa época, o ator Roberto Batalin grava a capoeira de mestre Traíra, com a participação de Gato, já conhecido como tocador de berimbau, e a visita du célebre mestre Cobrinha Verde. Com o auxílio de vários artistas famosos, Augusto RodriguesCarybéSalomão Scliar,Marcel GautherotJosé Medeiros, e de Dias Gomes, quem escreve um texto introdutivo, Roberto Batalin edita as suas gravações em disco LP, com álbum de 16 páginas de textos e fotos, na casa Xauã, no Rio de Janeiro, que lança assim o seu segundo disco de folclore brasileiro.
Seja porque a primeira edição tivesse sido muito limitada, ou porque depois do golpe militar de 1 de Abril 1964, o nome de Dias Gomes, demitido do seu posto na Rádio Nacional e cujas peças estão interditadas, não prestava mais para vender discos, uma segunda capa, muito mais simples, foi logo realizada. Na mesma época, a J.S. Discos lança o Curso de Capoeira Regional de Mestre Bimba; portanto ficou útil precisar, Capoeira da Bahia -- Mestre Traíra. Esta segunda edição, ou segunda apresentação, ficou, afinal, mais conhecida do que a primeira.
 http://www.capoeira-palmares.fr












terça-feira, 30 de junho de 2015

II ENCONTRO CAPOEIRA VIVA



Capoeiristas, mestres, artistas, produtores e pessoas interessadas na Capoeira estão convidados para participar do II Encontro Capoeira Viva, a ser realizado no próximo sábado (30), na Casa do Benin, localizada na Rua Padre Agostinho Gomes, nº17, Pelourinho. O evento integra as ações do programa Capoeira Viva, idealizado pelo Ministério da Cultura (MinC), promovido pela Fundação Gregório de Mattos e patrocinado pela Petrobras.

A programação conta com a realização das oficinas de Elaboração de Projetos, Marketing para Grupos e Produtos, bem como de Cantigas e Percussão de Capoeira. Além disso, será oferecido serviço de Consultoria Jurídico / Institucional aos participantes que estiverem interessados em assuntos legais e/ou institucionais voltados à área. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no local. As atividades serão promovidas nos turnos matutino e vespertino, das 8h30 às 12h  e das 13 às 17h. Em seguida, será realizada uma roda de capoeira com os participantes. 

CAPOEIRA EM PERUÍBE


Nação Cultural
Jogos infantis de capoeira
29 de setembro de 2015 às 9:30 horas
no Espaço Chico Latim
Roda de capoeira 29 de setembro 
às 19:00 horas
no Boulevard
Batizado e Troca de Cordas
30 de setembro às 9:30 horas
Espaço Chico Latim - Peruíbe - SP.
capoeiralitoral@hotmail.com


CAPOEIRA DANÇA-LUTA À BRASILEIRA (parte II)


                                          POPULARIDADE


Com o fim da escravidão, a capoeira ficou popular. Mas o negro, apesar de livre, continuava marginalizado, e sua luta não deixou de contribuir para que ele alcançasse seus objetivos. Discriminado pela sociedade, passou a fazer uso da capoeira para assaltar ou para lutar contra a polícia.
Nos fins do século XIX, os capoeiristas dominavam no Rio de Janeiro, Salvador, Santos e Recife. Formavam maltas de 20 a 100 homens, que à frente dos préstitos carnavalescos ou nas festas cívicas provocavam arruaças, esbordoando e ferindo muita gente.
Principalmente no Rio e em Recife, a capoeira virou jogo de rua, arma de malandro, com uma nomenclatura especial para os golpes. Houve cabeçadas que criaram fama. As mãos funcionavam em certos golpes, como no balão, que atiravam o inimigo por cima dos ombros ou da cabeça. Há histórias de capoeiristas invencíveis, que apareciam nas festas e acabavam com elas, aumentando seu prestígio e do grupo.

A capoeira teve destaque na Guerra do Paraguai. 
Alguns infantes e soldados eram conhecidos capoeiristas, que tiveram atuação destacada, sendo, inclusive, condecorados como heróis, por seus inúmeros atos de bravura nas lutas corpo-a-corpo.