quinta-feira, 28 de julho de 2016

O TOCADOR DE BERIMBAU



O tocador de berimbau - J.B.Debret

Observando a ilustração de Debret (1826), poderíamos ficar contidos em uma simples roda de pessoas, mas nosso grande Debret via muito mais que um tocador de berimbau. Ele também nos mostra a união, o equilíbrio e o fascínio que este instrumento causa. Percebemos que o sol estava alto e mesmo assim a atração desse tocador magnetizava as pessoas aos acordes melódicos do berimbau.
Debret já profetizava o propósito desse instrumento: de reunir pessoas.
Hoje vemos grandes rodas de capoeira, rodeadas de centenas de pessoas embaladas pelos acordes do berimbau. Essa arte só faz crescer e num passe hipnótico transmite as ondas do futuro: alegria, união e fraternidade.
Debret nos revela o equilíbrio na composição, com cinco pessoas de cada lado e a maioria de mulheres atraídas pelo toque de berimbau, o tocador despretenciosamente vai passando e levando o Santo Graal para o futuro.
O berimbau ainda precisava encontrar sua guardiã, a capoeira. Minha impressão é que os Orixás fazem esse casamento no silêncio do tempo, deixando para a humanidade esse grande presente.

O berimbau serve àquele que tem a capoeira no coração.

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